



Cia. de Teatro Lusco-Fusco
e Lusco-Fusco Entretenimento
apresentam
25 de abril de 2026
Estreia em
Local
Teatro da ACENBI
Rua Carolina Roque, 274, Imirim, São Paulo, SP.
Parte Um: Sábados | 19h
Parte Dois: Domingos | 19h
Bruxas de Avalon é um espetáculo de teatro em São Paulo inspirado nas lendas do Rei Arthur e em As Brumas de Avalon.

Bruxas de Avalon reconta a épica lenda do Rei Arthur do ponto de vista das mulheres que moldaram o seu destino. Diferentemente das lendas tradicionais, que são contadas por uma ótica cristã e masculina, esta versão dá o protagonismo a Avalon e à religião matriarcal da Deusa-Mãe, um dos cultos pagãos mais antigos do mundo.


Morgana fala...
Em vida, fui chamada de muitos nomes: irmã, amante, sacerdotisa, donzela, mãe, maga, rainha. Na verdade, chego agora a ser maga, mas há de vir um tempo em que a história toda deverá ser conhecida.
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Assista à uma cena:





Uma duologia teatral

Bruxas de Avalon é uma duologia teatral: para abarcar uma história tão épica, o espetáculo é dividido em duas partes independentes e complementares: a Parte Um, que narra a ascensão do Rei Arthur, e a Parte Dois, que acompanha sua queda. As sessões acontecem em dias distintos, permitindo ao público assistir às partes separadamente ou em conjunto.
Parte Um: Ascensão (sábados)
Filha da ilha sagrada de Avalon e duquesa da Cornualha, a jovem Igraine descobre, através de uma profecia vinda da Dama do Lago e do Merlim da Britânia, que deverá dar à luz um mítico Grande Rei prometido, que unificará a Britânia e que salvará Avalon de perder-se para sempre nas brumas.
Parte Dois: Queda (domingos)
Enquanto Avalon se afunda cada vez mais nas brumas e com o poder da Igreja cada vez maior, Morgana deverá decidir se assume de vez o seu destino como Senhora de Avalon, o que a colocará inevitavelmente em confronto com seu irmão Arthur, o Grande Rei da Britânia.
Contexto Histórico
Uma breve história da Britânia...
O Império Romano foi uma das maiores civilizações da história. Seu poderio militar expansionista foi tão grande que conquistou grande parte da Europa e boa parte do Mediterrâneo, estendendo-se do Egito até à Ásia Menor. Todo o Império era comandado por Roma. Suas legiões ficaram famosas nas lendas e nas canções dos bardos. Mas a mesma grandiosidade que ficou marcada na história foi o motivo de sua queda: sem poder controlar toda a extensão territorial que conquistou, entrou em crise. As invasões bárbaras, os elevados impostos, a dificuldade na administração e a corrupção que o assolou, bem como a expansão do cristianismo – que não admitia outros deuses – desestabilizaram aos poucos a grandiosa civilização que durou por cinco séculos. Com Roma decrépita, o Império caiu sob o próprio peso.
Porém, muito antes da chegada dos romanos, a ilha que viria a ser chamada de Britânia (e mais tarde, se tornar a Grã-Bretanha, dividida entre a Inglaterra, a Escócia e o País de Gales) era originalmente habitada pelo Povo da Floresta: dividido em tribos, tinham uma forte ligação com a Mãe-Natureza e uma magia manifestada de forma natural, principalmente através da Visão – povo este que mais tarde também viria ser chamado de Povo das Fadas.
Quando as terras de Lyonesse, Ys e Atlântida afundaram no oceano, os sobreviventes atlantes refugiados desembarcaram na Britânia, e ali encontraram uma ilhota nas regiões pantanosas do País do Verão. No alto de uma colina (chamada posteriormente de Tor), eles encontram um misterioso círculo de pedras, e decidiram começar ali o seu novo lar – na ilha sagrada que se tornaria Avalon. Mas isso é assunto para outra história...
Com a chegada dos primeiros povos celtas vindos da Gália, da Península Ibérica e da Irlanda, a Britânia se dividiu em várias tribos: bretões, gauleses, caledônios... Os celtas trouxeram com eles sua cultura e a sua religião, incluindo deidades como Cernunnos e Cerridwen - os nomes com o qual Deus e Deusa serão chamados, respectivamente. Os costumes celtas misturam-se aos conhecimentos dos atlantes que chegaram na ilha anos atrás, e também aos costumes primitivos do Povo das Fadas de adoração a uma figura de Deusa-Mãe. É o que dá origem ao culto de Avalon. Os celtas também trazem as figuras dos druidas, sábios que atuavam como conselheiros e sacerdotes.
A chegada desses outros povos trouxe também as espadas, escudos e armaduras: têm início na Britânia a Idade do Ferro. Isso faz com que o Povo das Fadas passe a se refugiar nas florestas e nos lugares ocos do mundo, utilizando sua magia para atravessar os véus entre os mundos...
Com a conquista romana da Britânia ao longo de quatro séculos, a expansão da Igreja ganhou força, quando Roma tornou o cristianismo sua religião oficial. Porém, com a queda de Roma e do Império Romano no Ocidente, a Britânia passou a enfrentar invasões bárbaras de saxões. Com um país dividido e agora sem o apoio de Roma, a Britânia está à beira do caos. Mas, em Avalon, uma esperança ressurge com uma Profecia: aquela que diz que um Grande Rei, saído da lenda, unificará o país. É nesse ponto que nossa história começa.
O Conto da Deusa e do Deus
Conta-se que tudo adveio do Caldeirão da Deusa. A própria Natureza é a Deusa, incriada e criadora, a que sempre existiu, e a Deusa tem três faces: a Donzela, a que ascende, a inocência, a lua crescente; a Mãe, plenitude, que simboliza a fertilidade, a lua cheia; e a Anciã, sabedoria, a cura e o cuidado, a lua minguante.
Mas a Natureza também tem as suas fases, suas estações, e o Deus Sol é quem marca as suas mudanças. É no solstício de inverno, em Yule, que o Deus nasce do ventre da Deusa, trazendo consigo a promessa do fim do inverno e do início da Primavera. A Deusa entra em repouso para recuperar-se do seu parto.
Em Imbolc, os primeiros sinais da primavera surgem, e a Deusa começa a deixar o seu aspecto anciã para se transformar novamente em uma bela donzela – ao mesmo tempo em que é uma mãe acolhedora para o Deus menino.
Em Ostara, equinócio de Primavera, o Deus está atingindo sua maturidade ao se tornar um belo caçador e guerreiro. A Deusa se apresenta como uma Donzela, preparando a terra para a fertilidade.
É em Beltane que Deus e Deusa, no ápice de sua maturidade e fertilidade, se unem em um Grande Casamento sagrado, e é sua união que fertilizará a terra e garantirá as colheitas. A Deusa torna-se uma Donzela Caçadora ao mesmo tempo que o Deus é o Galhudo, coroado como o Consorte da Deusa.
Litha, o solstício de verão, marca o auge do poder do Deus Sol e a maternidade da Deusa, que foi fertilizada em Beltane e agora carrega em seu ventre a semente do próprio Deus. A partir de agora, o Deus começará a declinar lentamente, começando sua caminhada à Terra do Verão.
Em Lammas, as primeiras colheitas já podem ser vistas, e a Deusa vai envelhecendo, ao mesmo tempo em que o Deus sente seus poderes indo embora e reconhece que sua morte está próxima.
Em Mabon, equinócio de outono, as últimas colheitas são realizadas conforme a Deusa está se transformando aos poucos em Anciã; e percebe agora que seu consorte, o Deus, está velho e fraco, e sente que o seu fim se aproxima – ao mesmo tempo em que o sente vivo, dentro de seu ventre.
Em Samhain, Dia-de-Todos-os-Santos e fim do ano novo pagão, o Deus finalmente morre e parte para a Terra do Verão e da Eterna Juventude, para onde vai para descansar e para onde todos devem retornar quando é chegada a hora. A Deusa, já Anciã, lamenta a morte do seu consorte ao mesmo tempo em que sabe que carrega com ela a semente da vida e a esperança de uma nova promessa: o Deus renascerá em Yule, reiniciando o ciclo e trazendo a nova vida do mundo.

Cia. de Teatro Lusco-Fusco
apresenta

de Carol Silveira e Gustavo Dittrichi
Inspirado livremente por
As Brumas de Avalon
de M. Z. Bradley
e pelas lendas do ciclo arturiano
da matéria da Bretanha
Direção Geral
Gustavo Dittrichi
Direção Artística e Dramaturgia
Carol Silveira e Gustavo Dittrichi
Produção Executiva
Gustavo Dittrichi /
Lusco-Fusco Entretenimento
Direção de Produção
Raphael Belmonte
Showrunner / Produção Encarregada
Bruna Augusto
Assistentes de Produção
Iasmin Perales,
Jessy Sweet
e Patrícia Hakkak
Figurinos
Adélia Alma Luz /
Acervo Cia. Lusco-Fusco
Manutenção de Figurinos: Bianca Ricci
Cenografia
Projeto Cenográfico: Gustavo Dittrichi
Cenotecnia: Raphael Belmonte
Montagem de cenografia e adereços: o Elenco
Sonoplastia
Curadoria, Engenharia de Áudio e Design de Som: Gustavo Dittrichi
Revisão de Sonoplastia: Carol Silveira
Operação de Som: Iasmim Perales
Stand-Ins de Operação de Som: Jessy Sweet e Patrícia Hakkak
Iluminação
Engenharia de Luz e Projeto Luminotécnico: Gustavo Dittrichi e Raphael Belmonte
Design de Luz: Gustavo Dittrichi
Operação de Luz: Bruna Augusto
Stand-Ins de Operação de Luz: Jessy Sweet e Patrícia Hakkak
Stage Management
Lissa Pegoretti e Stefanie Pegoretti
Comunicação e Imprensa
Dittrichi Comunicação
Produção e Realização
Lusco-Fusco Entretenimento
Elenco
Julia Zann e Carol Silveira
como Morgana
Lissa Pegoretti
como Gwenhwyfar
Gustavo Dittrichi
como o Rei Arthur
Filipe Robbe e Raphael Belmonte
como Lancelote
Christiane Calderon
como Viviane, a Dama do Lago
Bianca Ricci
como Igraine
Marcella Sanches
como Morgause
Raphael Belmonte e Jhow Doimo
como Gwydion ‘Mordred’
Julio Gouvêa
como o Bispo Patrício
Bia Rodrigues
como A Deusa
Bárbara Vale
como Niniane
Pedro Henrique Oliveira
como Accolon
Paulo Alves
como Taliesin, o Merlim da Britânia
Kadu Cordeiro e Will Sê
como Kevin, o Bardo
Stefanie Pegoretti
como Elaine / Nimue
Pedro Leão
como Uther Pendragon
Jhow Doimo e Vinicius Dragaud
como Balim
Café
como Gawaine
André Alves cordeiro
como Gorlois / Lot de Orkney
Julia Riccotta
como Raven
Talita Gusmão
como Príscila
Sarah Müller
como a Rainha-das-Fadas
Swings / Elenco de apoio:
Bianca Neves
Flávio Felix
José Lima
Lolla
Will Sê
E as crianças:
Samantha Cacheada e Victoria Sá
como Pequeno Gwydion / Pequeno Arthur
Lauren Lima e Letícia Violin
como Pequena Morgana







